Vimos até aqui vários fatos científicos contidos na Bíblia e fatos históricos que concordam com ela. Mas uma forte evidência da inspiração e autenticidade da Bíblia é sua imparcialidade em relação às pessoas narradas. Relatos biográficos de pessoas estimadas ou importantes geralmente tentam jogar algo de baixo do tapete. Mas, a Bíblia é imparcial e mostra tanto o lado bom como o mau.
Vemos os erros e pecados de homens e mulheres, e de alguns escritores inclusive, provando sua autenticidade:
Rebelião de Adão (Gn 3); Bebedeira de Noé (Gn 9); Adultério de Abraão (Gn 16); Venda de José (Gn 37); Incredulidade de Moisés (Nm 20); Idolatria de Israel (Jz 2); Filhos de Samuel (1Sm 8); Crimes de Saul (1Sm 22 e 28; 2Sm 21); Adultério de Davi (2Sm 11); Apostasia de Salomão (1Rs 11); Fuga de Elias (1Rs 19); Desobediência e Fuga de Jonas; Incredulidade dos Discípulos (Mc 16; Lc 24); Briga de Paulo e Barnabé (At 15); Erro de Pedro (Gl 2), Quase Idolatria de João (Ap 19 e 22).Todos os que foram destacados acima são escritores da Bíblia que escreveram a própria passagem que erraram, com exceção de Davi e Salomão. Mas, como Davi e Salomão foram reis de Israel, pessoas importantes e temidas, e inclusive conheciam os escritores, eles poderiam muito bem ter-lhes forçado a remover tais passagens (Natã cobriu boa parte da vida de Davi e na época de Salomão havia o cargo de cronista, um tipo de historiador).
E também sobre os dois cativeiros, mencionados na PARTE 3, a Bíblia mostra sua imparcialidade com o próprio povo escolhido de Deus:
“No ano nono de Oséias, o rei da Assíria tomou a Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala e em Habor junto ao rio de Gozã, e nas cidades dos medos, Porque sucedeu que os filhos de Israel pecaram contra o SENHOR seu Deus, que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito; e temeram a outros deuses. E andaram nos estatutos das nações que o SENHOR lançara fora de diante dos filhos de Israel, e nos dos reis de Israel, que eles fizeram. E o SENHOR advertiu a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas. Porém não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como a cerviz de seus pais, que não creram no SENHOR seu Deus. Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira. Portanto o SENHOR muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; nada mais ficou, senão somente a tribo de Judá.” [2 Reis 17:6-8, 13, 14 e 17, 18].
“Tinha Zedequias a idade de vinte e cinco anos, quando começou a reinar; e onze anos reinou em Jerusalém. E fez o que era mau aos olhos do SENHOR seu Deus; nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do SENHOR. Além disto, também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha ajuramentado por Deus. Mas endureceu a sua cerviz, e tanto se obstinou no seu coração, que não se converteu ao SENHOR Deus de Israel. E o SENHOR Deus de seus pais, falou-lhes constantemente por intermédio dos mensageiros, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas; até que o furor do SENHOR tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve. Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus jovens à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos jovens, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos entregou na sua mão. E todos os vasos da casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da casa do SENHOR, e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo levou para babilônia. E queimaram a casa de Deus, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos. E os que escaparam da espada levou para babilônia; e fizeram-se servos dele e de seus filhos, até ao tempo do reino da Pérsia.” [2 Crônicas 36:11-13 e 15-20].
A passagem de 2 Crônicas não menciona diretamente o pecado de Judá. Judá cometeu o mesmos pecado de Israel, IDOLATRIA. Foi um povo inconstante que servia a Deus nos “domingos” e de segunda a sábado adorava a Baal, Astarote e todo o exército dos céus (todos os deuses possíveis). A pergunta para nós cristãos é: Será que temos servido a outros deuses durante a semana? Um 'idolo' é tudo aquilo que fica entre Deus e nós, que rouba a glória de Deus e coloca Deus em segundo, terceiro, quarto, etc planos em nossas vidas.
Vemos assim que a Bíblia é um livro imparcial. Ela não esconde as falhas das pessoas mencionadas, que possamos aprender com elas e não cometermos os mesmos erros.
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Que Deus o abençoe,
Marcelo N. Motta.
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